De Boas Intenções O Inferno Está Cheio

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CAPÍTULO 1: A Reunião Do Faz De Conta
Temer, Renan e Maia se reúnem no domingo em rede nacional e falam contra a anistia do caixa 2.

CAPÍTULO 2: Os Bastidores Do Poder
Na segunda, ao invés de ir a Chapecó apoiar as famílias da tragédia, como faria todo estadista, Temer passou o dia ligando para Senadores para que fosse aprovada a PEC 55, a tal PEC do corte dos gastos por 20 anos, também chamada carinhosamente pelos opositores de PEC da Morte ou PEC do Fim do Mundo. Pois bem, inocente acreditar que o circo armado fosse para o nosso o bem.

CAPÍTULO 3: Na Calada Da Noite
Nesta madrugada foi votada e aprovada pelo Congresso Nacional a proposta das dez medidas contra a corrupção. Mas o que foi aprovado mesmo nesta madrugada de terça para quarta foi o AI-5 do Crime Organizado. A aprovação da proposta das #10Medidas contra a corrupção se transformou numa aberração incalculável e inimaginável: não foi aprovada a anistia do caixa 2, conforme prometido no domingo, pois isso era o pretexto para aprovar todo o resto. Na calada da noite, fizeram das propostas contra a corrupção um pacote a favor da corrupção, assim, na cara dura. É o jogo do vale-tudo. Das dez medidas originais, só quatro foram mantidas, e com modificações.

CAPÍTULO 4: 10 Medidas Pró-Corrupção Aprovadas
1. Rejeitaram que os acordos de leniência por parte das empresas pegas em corrupção fossem celebrados pelo Ministério Público.
2. Rejeitaram o crime de enriquecimento ilícito de funcionários públicos.
3. Rejeitaram o confisco dos bens no caso de enriquecimento ilícito.
4. Rejeitaram o “reportante do bem”, aquele cidadão que ao denunciar crimes de corrupção seria recompensado por isto.
5. Derrubaram as mudanças para dificultar as prescrições de penas, entre outras aberrações.
6. Rejeitaram os acordos entre defesa e acusação no caso de crimes menos graves. O objetivo era tentar simplificar os processos.
7. Rejeitaram o confisco alargado para que o criminoso não tivesse mais acesso ao produto do crime, para que não continuasse a delinquir e não usufruir do produto do crime.
8. Rejeitaram a responsabilização de partidos que previa a responsabilização dos partidos políticos e a suspensão do registro da legenda por crime grave.
9. Além de retirarem diversas propostas, os deputados incluíram outras, como a proposta de punição de juízes e membros do Ministério Público por abuso de autoridade.
10. Os procuradores ou promotores também estarão sujeitos a indenizar o denunciado pelos danos materiais, morais ou à imagem que houver provocado.

CAPÍTULO 5: Inocente Somos Nós e Ninguém Bateu Panela
O que a Câmara aprovou das #10Medidas e Senado aprovou com a PEC 55 visa apenas e tão somente manter e ampliar seus interesses políticos e privados. Simples assim. E de forma democrática e legal, pois demos a eles o poder através do voto. Inocente foram o MPF, o procurador Dalagnoll e todos nós. Inocente fomos nós ao pensar que o impeachment era para acabar com a corrupção e resolver a crise. E ninguém bateu panela.

CAPÍTULO 6: Está Tudo Dominado
Geddel formava com Eliseu Padilha, Chefe da Casa Civil, e Moreira Franco, Secretário Executivo, todos do PMDB, o trio de maior confiança de Temer. Geddel caiu ao pressionar o Ministro da Cultura (órgão extinto e depois recriado por Temer) para liberar uma obra embargada no centro histórico de Salvador, no qual era interessado. Temer e Padilha, ao que tudo indica, também pressionaram o Ministro Calero para favorecer seu protegido Geddel. Agiram todos por interesses pessoais. Romero Jucá, outro companheiro de PMDB, deixou o Ministério do Planejamento assim que foi pego em uma gravação tentando sabotar a Lava Jato. Votou ao Senado como líder do governo. Agiu por interesse pessoal. Renan, o Presidente do Senado propõe no um projeto de Lei para intimidar o Judiciário. Mais um político do PMDB agindo por interesses pessoais. Cunha, quando Presidente da Câmara, aceitou a denúncia de impeachment após o PT retirar o apoio a ele na Comissão de Ética. Outro político do PMDB agindo por interesses pessoais. Esses mesmos personagens que estão no poder hoje estavam no poder quando o presidente era Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma. De uma forma ou de outra. Está tudo dominado.

CAPÍTULO 7: Minha Casa, Meus Investimentos E Meus Interesses Pessoais
Falando em interesses pessoais, lembremos que além de viver em um país democrático, nosso sistema econômico é capitalista. Mas não vou entrar no mérito que rolou esses dias na internet sobre a compra de imóveis do Minha Casa Minha Vida feito pelo procurador Dalagnoll. É normal que todos queiram prosperar. Essa é a lógica capitalista. Entretanto, não é uma questão de direitos apenas, é acima de tudo uma questão de privilégios e interesses pessoais. Em última instância é uma questão moral. Ou eu diria imoral, afinal o MCMV foi feito para pessoas de classes pobres ou quem ainda não possui imóveis. Não é o caso procurador. Mas, por vivermos em sociedade onde a vantagem pessoal está acima da vantagem coletiva, todos nós estamos procurando nosso lugar ao sol, nem que para isso tenhamos que empurrar e passar por cima de outros. E infelizmente, isso não é diferente para quem tem poder como empresários inescrupulosos, sonegadores de impostos e corruptos, procuradores, juízes, deputados, senadores e presidente da República. Cada qual tem seus princípios e interesses, e muito, muito poder. Essa parece ser a lógica e não há santos nesta história.

CAPÍTULO 8: Powerpoint Vende
Toda via, a crise aperta para o lado mais fraco. A PEC 55 prova isso. Não se iluda, ela é ruim, por mais que digam que é importante cortar os gastos públicos, isso vai além. É sempre assim: no powerpoint é lindo e o que é entregue é um monstrengo. O nome é lindo: 10 medidas contra a corrupção. na prática, deu no que deu. O nome é lindo: PEC do corte dos gastos. Daqui a vinte anos a gente conversa.

CAPÍTULO 9: O Pato E A Revolta
Em todas as crises há um pato. E há alguém que irá pagar o pato. Quem paga o pato sempre é o pobre e a classe média. É o lado fraco da balança. E no outro lado da balança vemos uma casta de políticos aprovando corte nos gastos sociais por 20 anos, medidas pró-corrupção e outra casta de funcionários públicos com salários acima do teto, benefícios obscuros e benesses desproporcionais ao que recebe o brasileiro médio. Isto faz qualquer um ficar revoltado ou resignado.

CAPÍTULO 10: Somos a Parte Interessada Ou A Parte Interesseira?
Como fomos criados, nossas experiências e vivência do mundo? Cada um de nós vê o mundo de forma diferente e reage conforme princípios e interesses. Por exemplo, uma dona de casa pode pensar que a PEC 55 é boa, pois precisamos economizar e cortar os gastos, e sua família não usa a escola pública e a saúde pública. Essa mesma dona de casa pode pensar que as propostas das 10 medidas aprovadas como foram são ruins pois ela é “contra a corrupção”, como todos nós. Já um estudante da escola pública ou um velhinho que precisa do SUS, serão contra a PEC 55 e também contra as medidas pró-corrupção aprovadas. O empresário será a favor das PEC 55 e contra as medidas pró-corrupção aprovadas. Já um político… Relembrando: cada um de nós reage as coisas conforme princípios e interesses. Depende de qual deles você coloca na frente. Quando eu coloco os meus princípios a frente dos meus interesses, eu serei contra a PEC 55 e contra as 10 medidas independentemente de quem seja eu: dona de casa, político, empresário, trabalhador, estudante, aposentado ou idoso. Mas isso não significa que sou contra o corte dos gastos ou a favor da corrupção. É porque eu tive o disparate de me informar e ler as propostas aprovadas. Sou parte interessada no assunto.

CAPÍTULO 11: O Poder Do Protesto
Não, eu não tenho poder. E nem você tem. Sozinhos não. Esse jogo não foi feito para um povo desunido ganhar. É o jogo do ganha-ganha da minoria contra o perde-perde da maioria. Os criminosos de colarinho branco vencem mais uma vez e a Justiça e o povo saem enfraquecidos. É o jogo de “O Povo Se Ferra”. Eles nos colocam uns contra os outros e saem ilesos. É militante de esquerda contra militante de direita e eles nem ao certo leram Karl Marx ou Adam Smith. São todos contra a corrupção e são a favor de uma escola e saúde de qualidade e brigam porque não possuem entendimento correto dos assuntos. Não somos nada assim. Não temos nada assim. Mas mesmo assim temos a voz. É a única coisa que temos. A voz. O grito. O protesto. Temos que ter a atitude de nos informar mais, ler mais, discutir civilizadamente mais. Falar. E não calar! Nossa Democracia será mais forte quando tivermos mais gente nas ruas, mais plebiscitos e referendos. Assim se constrói a Democracia. A não ser que queiramos a Anarquia ou o retorno à Ditadura. Creio que não estamos preparados nem para um e muito menos para o outro.

CAPÍTULO 12: Julgamentos Antes Dos Julgamentos
Neste momento estamos vivendo no Brasil uma passagem da nossa História de julgamentos morais e linchamentos públicos, vide o caso do quebra-quebra na casa do suposto dono do drone que provocou a torcida do Inter ou quando os policiais dão um trato nos estudantes e manifestantes contra a PEC 55 no Senado. Estavam lá no Senado, no estádio de futebol, mas quem estava na Câmara dos Deputados acompanhando a votação das 10 medidas? É muito interesse pessoal, ódio, sangue nos olhos, faca nos dentes. Enquanto ficarmos no “cada um por si” e “farinha pouca meu pirão primeiro” esquecemos a Nação. Conseguiram retirar da Presidência aquela que não teve nenhuma acusação de corrupção. Foi removida por uma questão administrativa, seu governo foi ruim, mas o que estamos vivendo é pior. Por isso eu, assim como muitas outras pessoas, não me sinto à vontade de fazer o mesmo. Não vou julgar ninguém. Neste momento eu só ouço, interpreto. Não quero ter razão. Eu quero PAZ.

CAPÍTULO 13: Somos Mais Que 11
Apesar da idolatrização a tantos procuradores e juízes, não sem seus méritos, diga-se de passagem, apesar de toda essa idolatrização, tenham certeza, não há salvadores da pátria, e ninguém está imune. Não somos perfeitos, não somos únicos, não somos especiais. Por isso precisamos uns dos outros, e precisamos cobrar de nós mesmos pois depende de nós. Somos nós quem devemos dar o primeiro passo. Não espere isso de nenhuma instância de poder. Comecemos por nós. Temos princípios e interesses. E quando falamos de construir uma nação, devemos colocar os princípios na frente dos interesses. Assim como todo o mundo do futebol se uniu em prol da Chapecoense e dos familiares mortos neste terrível acidente, temos que fazer o mesmo em outras instâncias de nossas vidas: temos que nos solidarizar com os outros e nos colocarmos em seus lugares. Como diz o próprio Dallagnol temos que “deixar de praticar as pequenas corrupções do nosso dia a dia, que acaba gerando tolerância com a grande corrupção”. E conclui “Atitude! Nós precisamos agir”.

O Fim do Mundo

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Ok, o mundo não vai acabar. Não hoje, mas o título é bom.

O que tem a ver o fim do mundo, a vitória de Trump nos EUA e o Brasil? O que nos afeta.

Trump nos afeta. Ele assusta. Ele pode detonar o mundo, mas não vai apertar o botão vermelho. Assim, a gente espera. Mas que ele abalou o mundo, abalou. Principalmente os mercados. Mesmo sem chegar perto do botão, ele já abalou, fez estremecer a todos no mundo. Então ele nos afeta. Suas ameças, creio, ficaram na campanha. Mas as promessas nos afeta como nação e humanidade.

Os estadunidenses possuem uma lógica diferente da nossa aqui no Brasil. Lá, o problema central é a segurança. Mas não medo de assalto, roubo, sequestro, o medo principal é o medo do terrorismo. O medo é do estrangeiro. Aqui, a preocupação é outra: é saúde, segurança, educação, merenda, buraco na rua, falta de saneamento, grandes obras de infra-estrutura… Mas temos ao menos duas coisas em comum.

A primeira é que lá, como aqui, muitos deixaram de votar, se abstiveram. No Brasil as abstenções, votos brancos e nulos giram em torno de 30-40% e subindo. Lá, onde o voto é facultativo, o índice de abstenções também é alto e cresce a cada eleição. A primeira conclusão é que ambos estamos insatisfeitos com a política e com os políticos. Estamos ou nos ausentando desse direito ou escolhendo pessoas novas, ditas não-políticas, super autoritárias, “pulso firme”, “mãos limpas”, grandes empresários, gente da mídia, famosa, rica e gente muito, muito duvidosa.

Outra coisa em comum é que a população em geral é conservadora e isso se comprovou tanto na eleição para presidente de lá como para prefeitos e vereadores aqui. E por fim notei o eleitor médio na verdade é medíocre, nada sabe sobre política e não consegue criar uma argumentação lógica. Não entende sobre ideologia e não é capaz de se identificar com uma.

Voltando ao fim do mundo, não sei o que é pior: Trump presidente dos EUA, Temer ou Bolsonaro no Brasil. Ok, o mundo não vai acabar. Não hoje, mas o título é bom.  😀

 

 

Ética, nossa relação com o trabalho e o eterno retorno.

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Como avaliamos um profissional através de números?

Esta pergunta pode ser respondida por gráficos, tabelas, metas atingidas etc. Por estes índices podemos averiguar sua produtividade e efetividade. As grandes e médias empresas utilizam métodos quantitativos neste processo, mas muitas vezes se esquecem de avaliar seus empregados através de uma metodologia qualitativa: a ética.

O modelo de negócio estabelecido no mundo caracteriza-se por atingir metas. Tais metas significam vendas. Vendas são o motor do negócio. Mas, um mundo em crise significa menos vendas. Menos vendas significam menos metas atingidas. Menos metas atingidas significam mais demissões. Mais demissões significam menos poder de compra. Menos poder de compra significa menos vendas. Menos vendas significam menos metas atingidas. Menos metas atingidas… Entendeu? É um ciclo. O eterno retorno da crise financeira.

E a empresa? E a corporação? E a organização? E o empresário? Onde fica o empresário do meio de produção? Fica preso em uma cilada. Se investir e a crise piorar ele pode quebrar a empresa. Se não investir e a crise terminar, ele estará atrasado para o mercado de demanda. Então, o que ele faz? Investe no mercado financeiro, compra ouro, ações, dólar, títulos, coloca o dinheiro debaixo da cama, paraíso fiscal… Investe o mínimo na empresa, ou nada, e demite parte do capital humano para não cortar na própria carne. E volta o ciclo. O eterno retorno de manter o establishment.

E o trabalhador? E o funcionário? E o colaborador? E o participante? Onde fica o participante do meio de produção? Fica preso em uma cilada. Se atingir a meta, mesmo em crise, pode ser demitido. Se não atingir a meta é bem provável que seja demitido. Então, o que ele faz? Ele mete a faca nos dentes, faz correr o sangue, vara noites, fins de semana, viagens, emails, whatsapp, relatórios, apresentações no Powerpoint, faz de tudo para atingir a meta. E aí, ao atingir, vai pra casa com seu salário magro, mas pensa “melhor que nada”. E, o pior é que ele está certo. Pouco é melhor que nada. Estar empregado é melhor que estar desempregado. Ainda mais em momentos de crise, demissões em massa e arrocho salarial. Essa é a regra do jogo: ou vai ou racha! E o que arrebenta é a tua tampa da caixa…

De manhã, ele se levanta volta cedo ao trabalho. Mais metas para serem atingidas, mais pressão, mais números, mais gráficos, mais noites sem dormir para terminar o relatório. Se precisar ele passa por cima de tudo e de todos para cumprir a meta, pois ele assumiu a meta. E uma meta dada é uma meta cumprida. Mas por fim, ele vai sendo consumido, sugado por um mundo que não é o dele. Já não tem tempo para a família, para os amigos, para o lazer. Férias são reduzidas e mesmo nas férias ele fecha negócios.

Mas ele é o cara! Ele atingiu a meta! Vai ganhar um bônus! Uma batedeira novinha! Uma geladeira! Um boné! Uma viagem! Uma placa! Um parabéns! Um destaque! Uma foto no mural! Tapinha nas costas! E volta pra casa com seu salário magro e pensa: “que legal, eu sou o cara, mas bem que eu podia ganhar uma promoção, uma salário melhor ou até mais participações nos resultados, quem sabe virar sócio… Mas, pensando bem, melhor que nada.”. E volta o ciclo. O eterno retorno do medo de perder o emprego e ser resiliente.

E um dia, ele acordará e perceberá que fora demitido, ou que se aposentara. Não fará mais parte do time, da equipe, da turma, do departamento. Ele terá apenas remédios para comprar, contas para pagar e uma homenagem emoldurada ou uma placa na parede. E volta o ciclo. Mas agora, já não terá medo de perder o que não tem. Terá apenas arrependimentos.

Então, neste momento, retorno à pergunta inicial: como avaliamos um profissional através de números?

Profissionais não são números, são pessoas. Eles não deveriam ser avaliados por metas atingidas, gráficos de produtividade, linhas de código produzidas, páginas digitadas, índices computáveis, ou quaisquer outros processos quantitativos de avaliação. Antes de tudo, elas devem e podem ser avaliadas por sua conduta, por seu compromisso, por seu esforço, por seu respeito, por sua liderança ou até mesmo por sua submissão. Ou seja, por suas atitudes e ética. As metas são só metas. Vendas são só vendas. Linhas de código são só linhas de código. Pois, afinal, sempre teremos outras metas, vendas e linhas de código para conquistar. Pessoas, não. Pessoas são para manter, abraçar, ajudar, colaborar, levar junto, estabelecer relacionamento, união.

Estamos longe de termos uma sociedade mais ética, mais justa e fraterna. Uma sociedade menos pensada no mercado e mais pensada no ser-humano e nas suas relações seja com o trabalho, com a natureza, ou entre nós mesmos. Estamos longe, mas um sonho não sonhado nunca se transforma em realidade.

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Tenho publicado artigos no Pulse LinkedIn, no Política Sem Vegonha e no O SupraSumo.

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Obrigado e volte sempre!

Victor Vargas

Dilma, Sua Cabeça Está Na Guilhotina

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Dilma,

Sua cabeça está na guilhotina e eu sou o seu carrasco.

Me deram o poder da lâmina no seu pescoço.

Um poder político, financeiro, jurídico, policialesco e midiático.

Este é o seu castigo, este é o meu desgosto, este é o seu destino e este é o meu ocaso.

Esta é minha punição por ter em você votado, na última eleição, mesmo contrariado.

Mas agora, chegou a hora, a hora de ser cobrado.

Você morre em minhas mãos e seu sangue será derramado.

Ninguém sabe bem o por quê, ninguém se importa ou fora consultado.

Qual é a sua condenação? Por que ainda o processo não foi julgado?

Neste segundo, neste eterno retorno, retorno ao meu oráculo.

Lembra da campanha de 89?

Do caçador de marajás da Veja e do Globo Repórter?

Collor era o collorido, o bom moço, o bem amado.

Lula era o comuna, o sapo-barbudo e proletário.

Collor era o novo, era jovem, um lindo empresário.

Mas farsa collorida duraria muito pouco…

Impichado por seus comparsas, assumiu o Itamar fraco

com seu topete viciado.

Viciado em meninas sem calcinha quase sofre um golpe de estado.

Mas eu ainda tinha ideologia, tinha consciência e tinha lado.

Minha rede era a Rede Povo! E com o povo eu tinha fechado.

Em 94 lá estávamos de novo, cantando e sendo encantado!

Não deu e o Brasil perdeu o passo, caiu do abismo no buraco.

O buraco era mais fundo, foi-se a Vale, foi-se o ouro,

estávamos todos quebrados.

Vendidos por dinheiro pouco, nada nunca foi provado.

Por conta do poder financeiro, político, jurídico, policialesco e midiático.

Em 98 tentamos mudar o paço, queríamos o metalúrgico no palácio.

Com a força do voto e do povo, não deu certo, deu errado.

Mais uma vez estávamos frustrados, enterrados outra vez no buraco.

Fernandinho era o príncipe do que fora privatizado.

Mas veio a pasta rosa e toda a sujeira do caso Banestado.

Ninguém investigado, ninguém preso, julgado ou condenado.

Tudo fora arquivado, tudo era engavetado.

Então percebemos que não tínhamos como lutar contra quem tem a bazuca do Estado.

O Estado político, financeiro, jurídico, policialesco e midiático.

Eles só prendem e condenam preto, pobre e miserável

que rouba uma galinha do supermercado.

Supermercado este, multinacional e multibilionário.

Não temos como enfrentar a besta grande, melhor ficarmos calados.

Mas aí, veio 2002 e o povo já estava cansado.

Casado do complexo de vira-lata, cansado de um governo corrupto e fracassado.

Lula foi eleito após este longo bocado.

Saímos às ruas para comemorar a conquista do operário.

Como fora democrático, nenhum rei, príncipe ou rainha fora executado.

Não havia paredão, guilhotina, execução ou até mesmo carrascos.

Estávamos tão felizes que deixamos pra lá os safados.

Fome-Zero do Betinho fora sancionado.

Brasil crescendo de vento em popa e no mundo, sendo elogiado.

“É o cara, é o cara”, disse o Obama empolgado.

Era mesmo puro êxtase até o mensalão mal-fadado.

Muita corrupção para um partido que se dizia ético e ilibado.

Mas ilibado é impossível com porcos aliados.

Eu já sabia disso, mas por um tempo me mantive calado.

Era muita decepção e um nó na garganta eu tinha entalado.

Mas não votei mais em vocês depois desse terrível fato.

Minhas primeiras escolhas continuaram à esquerda,

mas já não estava mais neste compasso.

O gesto se repetiu, o escrutínio estava lançado.

Fui de Cristovam, de Marina e Luciana nos últimos atos.

E por força do desejo, meu voto não é anulável.

Mas esforcei com tanta força que a lama desceu rio abaixo.

Era Doce, era drama, era lama e, o petrolão sujou seu mandato.

Me mandaram novamente lançar a lâmina e cortar o seu barato.

Você me pergunta quem? Eu te digo bem regrado.

É o Estado político, financeiro, jurídico, policialesco e midiático.

Eles vivem me enchendo o saco.

É notícia tendenciosa o tempo todo, sem descanso e sem preparo.

São mentiras descaradas e meias-verdades para todos os lados.

Implantaram uma nova ideia, como num manta sagrado:

“Fora Dilma! Fora PT” mil vezes iterados.

Mas mamãe já me dizia: cabeça vazia é oficina do diabo.

Eles pensam que sou bobo, ignorante e continuo um otário.

Mas ainda, neste eterno segundo retorno lembrei-me de todos os fatos.

Temos muitos outros atores culpados, mas não julgados.

Por que deveria eu cortar sua corda sem fatos comprovados?

As coisas não são tão flores, nem o jasmim e nem a rosa exalam tantos odores

como os destes ratos putrefatos…

Num naufrágio, são eles os primeiros a abandonarem o barco.

Dilma, caia na real! Cumpra seu dever com o povo, pois este está do seu lado.

Não somos da CBF, esta empresa mais suja que a Samarco.

Amanhã inicia-se a revolução e o povo vai às ruas

exigir que seu voto seja respeitado.

Quem me tragam primeiro o Maluf

e o Serra para serem serrados.

E que me tragam o Eduardo Cunha, o Temer e o Neves

para que com papéis higiênicos sejam higienizados.

Nem tudo que devo eu quero. Nem tudo que posso eu faço.

É, já não sou mais um ventríloquo, já não sou mais manipulável.

Lula e Dilma: diretos para o final da fila!

Mas vocês não serão poupados.

E não se esqueçam: não haverá perdão para os condenados.

Corra Lula, Corra!

Último lançamento do cinema: Corra Lula Corra

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O protagonista de “Corra Lula, Corra!” é o Tempo Moro. Todos os outros são secundários. Principalmente aquilo que é realmente importante: os espectadores.

Escravos do tempo e de tudo o que está atrelado a ele, perdemos a capacidade de julgamento, de amar e tudo mais de bom que existe.

O filme nos faz pensar em como nos posicionaremos diante da história, portanto, do passado, do presente e nosso possível futuro. Como dizia o anarquista russo Mikhail Bakunin: “Foi na busca do impossível que o homem realizou e reconheceu o possível”.

A música frenética que acompanha Lula em sua desabalada correria é o “tic-tac” insano e moderno de uma sociedade que desaprendeu de simplesmente existir. O imediatismo no julgamento dos personagens é mote do cruel tempo.

No filme, pouco importa o caráter dos personagens como Dirceu, o pai de Lula, um bandidinho preso e confundido como chefe, um empresário inescrupuloso chamado Chefe Marinho e toda sua rede de mídia, sua filha Dilma que está preste a ser degolada na mão do sanguinário Cunha e seus tantos picaretas. Enfim, pouco importa o caráter de ninguém, pois o principal é… O Tempo Moro e seu fiel escudeiro, o ministro-fazendeiro-empresário Gilmar.

Lula é uma espécie de ponteiro do relógio. Então ele corre, corre, corre, porque o tempo sempre corre.

No inicio da história da marcação das horas os relógios não tinham o ponteiro de segundos. Hoje tem o de segundos e os mais modernos marcam milésimos, centésimos… Quanto mais preciso é a marcação do tempo mais precisão é exigida das pessoas. E precisão significa escravidão.

Escravos do tempo e de tudo o que está atrelado a ele, nós, a platéia, perdemos a capacidade de julgamento, de amar e tudo mais de bom que existe.

Lula corre e ao correr interfere nas vidas daqueles que estão no caminho de sua corrida. E sem perceber, por que nunca percebemos aqueles que ultrapassamos na rua, em nossa corrida em busca sempre de algo que na maioria das vezes nem sabemos o quê.

Três finais possíveis para uma mesma história inicial:
1. Lula morre, assim como sua filha Dilma; o Chefe Marinho coloca o Tempo Moro como sub-chefe.
2. Lula é preso e sua filha é destituída do trono; o Chefe Marinho coloca o sanguinário Cunha para comandar a facção juntamente com seus sócios Temer e Renan, ambos sempre a espreita.
3. Lula vence o Tempo Moro e a todos, principalmente o Chefe Marinho e, por fim é consagrado pelos espectadores, salva sua filha Dilma e ela consegue terminar o que começou: governar o filme para todos os espectadores.

De qualquer forma, “Corra Lula, Corra!” é um filme surpreendente sob todos os aspectos em que o analisemos. E principalmente surpreendente por tratar de temas tão pouco discutidos e nem sempre tratados com tanta competência: a política, a justiça e seu verdadeiro Tempo.

Adaptado originalmente da resenha do filme alemão Corra Lola Corra.

A Verdade Dói, Mas Liberta

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É, eu sou socialista. Mas também sou cristão.

Deixe-me lhes contar uma história. Não quero influenciar ninguém. Cada um escolhe sua ideologia através de suas próprias perspectivas, experiências de vida, meio social e familiar. Este é apenas um relato de uma pessoa que saiu da ilusão subliminar contada repetidamente, diariamente, exaustivamente até construir sua “verdade”.

Eu me lembro quando eu tinha dez anos de idade lá no início da década de 80, 1982 especificamente, quando foi realizada a primeira eleição direta para governadores, deputados, prefeitos e vereadores desde os anos 1960. Nesta eleição, o “voto vinculado” era a regra, ou seja, você escolhia um partido e votava nos candidatos daquele partido para todos os cargos, caso contrário seu voto era anulado.

Meu pai, um comerciante que veio da roça e que só tinha estudado até a quarta série, era candidato a vereador pelo PDS, antiga ARENA. Para quem não sabe o que é PDS e ARENA, pois eles adoram trocar de nome para ver se a gente esquece dos seus desatinos, é o que é hoje o DEM (que já foi também PFL) e o PP (que também já foi PPB). Não falei que eles adoram trocar de nomes?

Bom, voltando ao que eu ia dizendo: meu pai era candidato a vereador por este partido porque evidentemente fora convidado a participar da política por ser uma pessoa bem quista na sociedade Leopoldinense (MG), pois além de comerciante e micro-empresário, ele participava de um grupo de orações denominado DECOLORES que além de se reunir para orar e ler trechos da Bíblia, ajudavam a igreja local em projetos sociais para as comunidades carentes.

Lembro-me te estar passeando com ele e visto um muro com diversos cartazes da foice e do martelo cruzados. Uma típica alusão ao comunismo. Eu fiquei assustado e perguntei para ele “pai, o que esses comunistas querem? Eles acham que alguém será capaz de votar nestes nazistas que comem criancinhas?”. Sinceramente, não me lembro da resposta. Talvez ele tenha dito alguma coisa, mas o que ficou na minha memória foi minha perplexidade e indignação, pois jamais imaginava ser possível isto acontecer no Brasil. Vivíamos uma ditadura, mas eu sempre gozei de liberdade. Não senti a repressão na pele. Só a repressão dos meus Pais.

Ele, claro, perdeu a eleição. Não por que as pessoas não gostassem dele, muito pelo contrário. Ele era um dos únicos brancos que frequentava o Clube Cotubas, um clube de negros da cidade. Ele se dava bem com todos, mas perdeu porque as pessoas estavam cansadas da ditadura e o PDS era o partido da situação. Se você pesquisar no Wikipédia verá que basicamente só dois partidos levaram aquela eleição: o PMDB e o PDS. Na minha cidade, venceu o PMDB.

Nunca ouvi do meu pai, ou da minha mãe que comunista era nazista ou que comiam criancinhas. Mas estava no meu imaginário. Talvez, ou muito provavelmente, eu devo ter assistido isto na TV, pois era o único meio de comunicação que eu tinha, além da família, igreja, amigos e escola. Meus pais não tinham ideologia política. Eles eram pessoas simples e religiosas que vieram do campo para a cidade e com muito custo e trabalho conseguiram dar algo para seus filhos que nunca tiveram de verdade: educação. Educaram oito filhos, a maioria de nós formados na faculdade e pós-graduados.

E eles fizeram questão, por já terem uma situação financeira melhor, que os seus dois últimos filhos, eu incluso, estudassem na escola particular das freiras do Colégio Imaculada Conceição. Minha mãe sabia do valor da educação. Ela mesma queria ser professora. Não conseguiu, mas vingou seu desejo em mim e nas minhas irmãs. Minhas irmãs, inclusive, chegaram a ser diretoras de escola. Nossa mãe se orgulhava da gente, mas a gente se orgulha dela mais ainda. Obrigado Terezinha, por não ter desistido de nós.

Bom, voltemos ao comunismo. Quando eu vim morar em Joinville, em 1987, eu fui estudar no colégio Dom Pedro II, uma escola adventista. Eu estava fazendo a oitava série e, nosso professor de história e OSPB, Ismael, adotou, sei lá por que razão, um livro didático escrito pelo Frei Betto. Pimba! Um comunista.

O livro contava a estória de vários garotos e garotas que frequentavam uma escola, cada qual de uma classe social e etnia. Suas diferenças, seus problemas, seus desejos e seus recursos financeiros eram o mote da estória. Ao decorrer do livro ele elencava os diversos tipos de ideologia, dando destaque ao capitalismo, ao socialismo e ao comunismo.

Ele falava de modo simplista o que é a mais-valia, a força de trabalho e como eram as relações entre patrões e empregados, e como os trabalhadores ao longo do tempo foram conquistando direitos como redução de carga-horária, férias, décimo terceiro, fundo de garantia etc. Mostrava também as diferenças de ambas ideologias e deixava para nós, os leitores, tirarmos nossas conclusões.

É lógico que, para um religioso e também comunista, isto não parece combinar muito, mas eu percebi que aquela estória de que comunista era a mesma coisa que nazista e ambos comiam criancinha era balela. Alguém (mídia e governo) implantou aquela ideia na minha cabeça para me confundir e odiar os comunistas. E eu os odiava até ler e entender os conceitos e a filosofia de Marx. E o comunismo combinava com tudo que Jesus Cristo nos ensinou.

Ninguém me disse isso, não estava escrito no livro didático, não havia nenhuma menção ou referência. Eu apenas deduzi baseado em fatos, nos ensinamentos dos meus pais, da própria Igreja e na leitura da Bíblia.

Lógico que li outros livros, lógico que não defendo as barbaridades e crimes cometidos pelos comunistas e pelos estados comunistas ao longo da história. Convenhamos, crer que comunismo é o que foi praticado na URSS, China entre outros países, bem como crer que os crimes e assassinatos cometidos por estes regimes fazem parte da ideologia comunista e que, ser comunista é isto, é como crer que todo o Islã e sua comunidade muçulmana é terrorista e potencialmente um homem-bomba.

É uma ideia simplista, tacanha e atrevo-me a dizer, mal intencionada. Lembra que meu imaginário era que eles comiam criancinhas? Pois é, nesta estória eu não caio mais. Erros cometidos por pessoas e estados comunistas não podem ser atribuídos à ideologia.

Por favor, não estou pedindo para ninguém acreditar em mim. O livro Animal Farm, de George Orwell, aborda o tema. É uma crítica ferrenha sobre o tipo de comunismo e toda a crueldade implantada por Lenin e Stalin na União Soviética. Engraçado é que, após o término da Segunda Guerra, o mesmo livro foi adotado pelos americanos para desconstruir a ideologia comunista. Ele virou desenho animado e filme, mas ambos não refletem a verdadeira crítica de Orwell. É tão somente mais uma forma de manipulação e doutrinação capitalista. Por isso, se tiver interesse, leia o livro.

Traição, corrupção, crueldade e crime não são exclusividade das ideologias. São inerentes ao ser-humano, as pessoas inescrupulosas, sociopatas e criminosas. Nenhuma ideologia pregar isto, seja ela liberal ou progressista. Isto vem de princípios e experiências de vida da própria pessoa.

Voltemos a Jesus Cristo e à minha tese. Retirei apenas sete passagens da Bíblia, para não ser extensivo, que demonstram como Jesus era mais que um profeta. Ele era um também um revolucionário comunista. Vejamos:

1. A vida é mais importante do que a comida, e o corpo, mais do que as roupas.

2. Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados. Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos.

3. Portanto, Eu vos recomendo: Usai as riquezas deste mundo ímpio para ajudar ao próximo e ganhai amigos, para que, quando aquelas chegarem ao fim, esses amigos vos recebam com alegria nas moradas eternas.

a charge da acusação de comunista

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4. Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.

5. Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro ao mesmo tempo.

6. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria.

7. Deus está dentro de você e ao seu redor, e não em castelos de pedra ou em mansões de madeira. Levante uma pedra e encontrará Deus. Quebre um pedaço de madeira e Ele estará ali. Quem souber o significado dessas palavras jamais conhecerá a morte.

As principais mensagens de Cristo foram o amor, a humildade, a partilha, a solidariedade e a compaixão. Isto, na visão, se encaixa perfeitamente ao Comunismo. Sei que é uma utopia, assim como o Anarquismo. Talvez por isso, ele tenha sido crucificado. Mas o Socialismo não. Ele é real, e se você aproximar sua lente aos países como Finlândia e Suécia, verá que a social democracia é justamente o caminho para o qual devamos trilhar.

Para terminar, deixo aqui um trecho do discurso do Papa Francisco no encontro com os Movimentos Sociais. Vejam só o que ele disse:

“Chamam-me de comunista, mas é Jesus que ama os pobres.”

“Terra, teto e trabalho. É estranho, mas se eu falo disso, o Papa é um comunista.”

“Não se compreende que o amor pelos pobres é o centro do Evangelho. Terra, casa e trabalho, aquilo para o qual vocês lutam, são direitos sagrados. Exigir tais coisas, de fato, não é algo estranho, é a doutrina social da Igreja.”

“Enfrentar o escândalo da pobreza não é uma ideologia, tem tudo a ver com a solidariedade que em sentido profundo significa fazer história e lutar contra as causas estruturais da desigualdade fazendo frente aos efeitos destrutivos do império do dinheiro.”

“Os pobres não esperam de braços cruzados a ajuda de ONGs ou planos assistenciais. Ponham os pés na lama e as mãos na carne. Tenham cheiro de bairro, de povo, de luta sobre as falhas de um sistema econômico centrado no deus do dinheiro, da grilagem, da pilhagem da natureza.” 

“O crime da fome, da miséria daqueles que estão nas ruas e são chamados de sem-teto, o excedente da mão de obra. Em geral, por trás de um eufemismo tem um delito.”

Agradeço ao Frei Betto por abrir minha mente e me libertar. Agradeço por me salvar da loucura e crueldade do fascismo, do preconceito e da megalomania do capitalismo. Obrigado por me fazer sair da Caverna de Platão, ou como se diz hoje em dia, da Matrix.

Agradeço ao professor Ismael por, mesmo sendo um adventista, ter sido imparcial e adotado o livro que esclareceu e desconstruiu a ‘verdade’ imposta pelo sistema. Hoje sou um outro homem. Um homem livre, cristão e socialista.

E antes que me crucifiquem como fizeram com Ele, deixo-vos mais uma mensagem do Mestre:

“Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.”

Deixe seus preconceitos de lado, a doutrina subliminar e tente enxergar além do olho de Tandera. Leia, antes de tudo, para depois formar sua opinião.

Abraços, e fiquem com Deus.

A Galinha Dos Ovos De Ouro

Pessoal, eu publiquei umas notícias do Dr. Moro aqui e no Twitter que deu o que falar.

Caso queira ler tudo e todas as discussões clique aqui e aqui.

Mas, por favor, deixe-me esclarecer o que de fato, na minha humilde visão e sem ideologias, está e acontecerá:

Depois da lama toda passar, nós os brasileiros, movidos pela comoção e através do próximo presidente, parlamentares e mídia em geral, resolveremos que:

1. Temos que vender as estatais (PETROBRÁS), pois elas são um antro de corrupção.

2. Como os preços do petróleo e derivados estão baixos e a PETROBRÁS está em dificuldade financeira, iremos vendê-la a preço de mercado, ou seja, abaixo, muito abaixo do que ela realmente vale. Inclusive a galinha dos ovos de ouro, o pré-sal.

3. Quem vai comprar são, principalmente, as empresas norte-americanas, Shell entre outras.

4. Se você não quer sair perdendo, sugiro que compre tudo em PETR3 e PETR4.

Quem viver, verá.

Agora, reserve um tempo, assista a este vídeo e tire suas conclusões.

Ps.: Só pra entender melhor, a mulher do Moro é advogada das empresas estrangeiras de petróleo no Brasil. Percebeu? Não temos heróis. Por isso precisamos ir além do olho de tandera e sair da caverna do dragão.

Fica a dica.

 

Pô, Jesus!

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Delcídio deu com a língua nos dentes e jogou a merda no ventilador. Nem os mortos escaparam.


 

Fiquei com dúvidas no título. Mas, muitas dúvidas mesmo.

O título era pra ser: A Casa Caiu (Para Todos!) – Gostou do Trocadilho?

Aí depois pensei em: Salve-se quem puder!

Então surgiu: PT Saudações.

Por fim veio-me uma luz! E resolvi invocar o Messias, você vai entender o porquê… Se tiver é claro, o estômago para ler até o final.


 

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Eu tive o disparate de ler ‘en passant’ as 254 páginas da delação do homem-bomba de Brasília. Quase vomitei. Quem tiver estômago baixe aqui e leia a PUTARIA (perdoe-me a palavra, mas não encontrei outra no dicionário dos CANALHAS).

Pergunta básica: quem se salva?
Resposta básica: só Jesus se salva! E não leva ninguém consigo ao Paraíso.

Se tudo for verdade e comprovado, teremos que refundar o país. Ou entregar na mão do PSOL que, sinceramente me parece ser os únicos limpos (até agora) desta lama.

PT, PMDB, PP, PSDB, DEM (PFL) e muitos outros Ps (que mesmo não citados diretamente, recebem a propina por parte destes grandes partidos).

Por que, na linha de sucessão, nenhum escapa: Michel Temer, Renan Calheiros, Eduardo Cunha e Aécio Neves estão todos envolvidos, além claro, de Lula e Dilma.

E, para quem endeusa as grandes empresas de infra no Brasil, não se enganem, todas são as corruptoras. É o jogo de poder. Não é à toa que elas contribuíram para todos os partidos. Creio que, menos o PSOL. Por isso vejo no PSOL essa áurea da ética que o PT dizia ter (talvez só nos primeiros anos de sua fundação).

A Marina Silva não conta. Falando nisso, cadê ela que até agora não deu as caras? Uma forte liderança política como ela devia sim estar tomando posição e não ficar em seu retiro espiritual. Perdeu a oportunidade de marcar posição. Por que, até agora só o Ciro Gomes é quem está cuspindo fogo… É o tal segredo de polichinelo.

Pra terminar: que tal uma renúncia geral? Que tal um plebiscito para uma:

VERDADEIRA REFORMA POLÍTICA?

UMA NOVA CONSTITUINTE?

UM PAREDÓN CUBANO?

Se tudo for provado, é claro! Por que no Estado de Direito temos que dar aos acusados o direito do contraditório.

É meu povo, assim funciona a DEMOCRACIA. Graças a Deus!

Por que se fosse na ‘DITA DURA’, eles iriam pegar um bode expiatório qualquer para torturar, confessar, culpar e matar. Aí, seríamos todos felizes assistindo as novelas globais.

Ah! Pra terminar, lembrei quem escapa: Naji Nahas, Daniel DantasPaulo MalufGilmar Mendes e, pasmem, os Marinhos. Esqueci alguém? Com certeza, não não foi proposital. É que já estão pra morrer na UTI. Mas, não sei se é Jesus que tá salvando… Acho que é o cara lá de baixo que está pagando o Céu destes aí. Eu era feliz e não sabia.

Pô, Jesus! Assim não dá, assim não brinco mais…

 

 

 

Além do Bem e do Mal

Eu confio na Justiça e na PF (sic). Eu acredito nas Instituições (sic). Eles estão fazendo o seu trabalho (sic).

Mas isso me cheira a engodo. Parece haver infiltrados da facção. Pois quando se que ‘acabar’ com a corrupção, você tem que ir direto ao Pai. O Dante matou o Tio. O Romero fugiu com a Athena e quem vai ser preso, e condenado são o Juliano e a Tóia. Não, não é novela, essa é a vida real. Na novela os bandidos são presos e os mocinhos se dão bem, como acontecerá hoje no encerramento de “A Regra do Jogo”. Salvo em “O Dono do Mundo”, na ficção o mal nunca vence.

Lula não é o Zé Maria e muito menos FHC é o Gibson. Mas este último, está sim hierarquicamente acima do molusco. Basta uma rápida comparação: FHC tem uma fazenda, Lula um sítio com pedalinho. FHC viaja para Paris e NY, Lula para o Guarujá. Deu pra entender ou preciso desenhar? Então, vamos desenhar:

foto

Há muitos tios, mas um só Pai. Enquanto isso, na sala de justiça (JN) dos superamigos (PIG), o Pai e seus comparsas estão livres, leves e soltos. Viajam de jatinhos e helicópteros que não são deles, vão para o triplex na ilha de Paraty (isso sim que é triplex!) que também não são deles, são homenageados nas assembleias e na ABL, bebem do melhor champanhe e comem caviar.

É pessoal, a facção está mais viva do que nunca.

E parafraseando os promotores quem citaram Nietzsche, ao pedirem a prisão do Lula, existem sim o Super-Homem. Ele não usa óculos e sai voando por aí. Não! Ele é tão somente o apresentador da sala de justiça dos superamigos, mas não é o verdadeiro Pai. O Pai é Deus. Pois é Nietzsche, Deus não morreu. E pode se disfarçar em qualquer humano, pois ele é Supra-Humano e sua mensagem é subliminar.

Por isso eu reflito profundamente sobre o mundo à minha volta e preciso me posicionar, custe o que custar, para ir além do bem e do mal.

Vitória na guerra, irmão.

Ps.: Agora, falando sério, tens aí um “faz me rir“?